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Mostrando postagens de abril, 2026

Teoria do Não-Objeto - Ferreira Gullar

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Ao ler o texto, em alguns momentos eu sentia que estava compreendendo, mas em outros não. O texto relata como, no início, os pintores impressionistas deixaram de representar os objetos em sua forma literal e passaram a expressá-los por meio das cores. Autores como Monet utilizavam essa técnica, na qual o foco recaía sobre a figura principal, que se destacava e conferia importância ao conjunto da obra. Esse processo evoluiu e, com isso, surgiram os pintores abstratos, que desobjetificaram os objetos, atribuindo-lhes novos significados e relevância, um novo sentido no mundo. Mondrian, precursor nessa área, levou essa proposta ao ápice em obras como Broadway Boogie-Woogie e Victory Boogie-Woogie.  Quando isto ocorre o que passa a importar é a essência da obra e não os elementos nela inseridos. As pinturas possuíam molduras que as separavam do mundo real e apresentavam obras como representações dele. Ao perderem esses elementos, as pinturas passaram a se confundir com o próprio mun...

Abstraindo o Mundo: Praça da Liberdade

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A Praça da Liberdade é cercada por diversos prédios que narram a história da arquitetura belorizontina, cada um refletindo a época em que foi construído e sendo fruto do seu tempo. Todos eles carregam história, complexidade e detalhes que os transformam em cartões-postais da cidade. Mas quando essa complexidade presente é reduzida à forma mais simples possível, em que ela se transforma?

Abstraindo o Mundo: Sala de Aula

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Em um mundo tão complexo, dinâmico e movimentado como o que vivemos, abstrair torna-se uma tarefa desafiadora. Contudo, ao olharmos ao nosso redor e decompomos o que vemos à forma mais simples possível, somos capazes de compreender os elementos fundamentais que compõem a complexidade do mundo.

Abstração Com Objetos: Parte II

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Se a abstração não dá certo de primeira, sempre podemos tentar uma segunda.

Abstração Com Objetos: Parte I

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Canetas, marca-textos e e tudo que há de cor, e assim foram criadas as abstrações criadas com objetos em apenas 20 minutos.  Os materiais que eu, Clara Bayer e Rafaella Mello reunimos nos permitiram elaborar algumas composições. Dentre todas, selecionei a minha favorita para ser apresentada à turma.

Aiazyne: Abrasileirando Hertzberger por Mim

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                 Quando comecei a elaborar o Zine , tinha duas ideias principais em mente: primeiro, que ele se assemelhasse a uma revista real; segundo, que o conjunto apresentasse um conceito coeso. Por esse motivo, iniciei pela minha figura abstrata, pois desejava que as cores do Zine dialogassem com ela. Devido à aparência da impressão, precisei realizar algumas alterações nas cores. Uma vez definida a estética, fiz a seleção das imagens que seriam mixadas, optando por aquelas que possuíam maior presença de preto e branco em sua composição original. Essa escolha buscava harmonizar com a paleta de cores estabelecida e também com uma idealização que havia concebido. Na primeira imagem, criei um ambiente fechado, com vidro que permitia a visão do exterior, trazendo a relação entre o mundo externo e o interno, conforme descrito por Hertzberger ( Spread 5-6.pptx ). Os personagens olham para fora e veem a rua, reforçando a narrativa de ...

Abrasileirando Hertzberger em Grupo

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                 Meu grupo foi formado por mim, Luísa Pacheco, Lívia Leitão, Maria Fernanda Cecílio, Maísa Leite, Yuri Ferreira e foram feitas 3 imagens que considerou os conceitos apresentados no livro Lições de Arquitetura de Hertzberger.                Primeiro, são apresentados três prédios. O primeiro é o Hotel Grande Ouro Preto, construído após 1930, no início da arquitetura moderna no Brasil. Ele faz amplo uso de vidro, o que contribui para reduzir a sensação de peso da edificação, tornando-a mais leve, além de permitir a entrada de luz natural e reforçar a ideia de contato com o exterior. Em frente a ele, inseri uma escada para representar a diversidade de usos que discutimos; por isso, incluí uma pessoa lendo e crianças pulando corda. Ao lado, coloquei o cobogó, elemento brasileiro que sugere simultaneamente esconder e revelar.           O prédio se...

Cultura por BH: Exposições CCBB (Marlene Barros + Meme no Brasil)

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  Marlene Barros: Tecitura do Feminino Quando os professores nos comunicaram que iríamos à exposição Tecitura do Feminino e explicaram que ela apresentava trabalhos com crochê e costura, em um pensamento rápido e pouco profundo, a primeira coisa que me veio à mente foi a ideia de peças feitas por meio dessas técnicas, remetendo à leveza e delicadeza em um primeiro momento. Entretanto, ao chegar à exposição, tive uma surpresa quanto à mensagem presente na história criada por Marlene Barros. O significado era denso e forte, revelando como o crochê pode ser usado para denunciar a forma como o corpo feminino é visto, falado e retratado na sociedade. A exposição evidencia as dificuldades que as mulheres enfrentam, sendo bastante impactante e carregada de simbolismo, conduzindo-nos a uma reflexão profunda. Ao mesmo tempo em que a mensagem choca, retomamos a leveza do crochê, das linhas e da costura. É possível notar a minúcia, a delicadeza e o cuidado nos detalhes, como na escolha ...

Cultura por BH: Exposições Palácio das Artes (Giramundo + Maré de Matos)

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  Giramundo A exposição do Giramundo é fascinante. Logo na chegada, a primeira peça chama muita atenção: uma esfinge. Nesse momento já se percebe o cuidado, a minúcia e o trabalho envolvido na criação de cada boneco, pensados nos mínimos detalhes. Dentro da exposição, essa impressão inicial se confirma: todas as marionetes são extremamente bem elaboradas para os diferentes tipos de histórias em que estão inseridas. Estar no espaço expositivo provoca um misto de sensações, surpresa, deslumbre, encantamento e até mesmo certa agonia ou medo. Alguns bonecos são tão realistas que, em determinado momento, tive a sensação de que poderiam ganhar vida, o que tornou a experiência um pouco “creepy”. Dentro da exposição, essa impressão inicial se confirma: todas as marionetes são extremamente bem elaboradas para os diferentes tipos de histórias em que estão inseridas. Estar no espaço expositivo provoca um misto de sensações, surpresa, deslumbre, encantamento e até mesmo certa agonia ou med...

Novo Ângulo, Nova Visão: Desenhando as Mãos

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É sempre diferente quando vemos a mesma coisa sob uma nova forma: a perspectiva muda e, consequentemente, também o que enxergamos. Ao desenhar a mão em uma posição não convencional, é possível experimentar um pouco disso. A ideia se transforma quando confrontada com a realidade; os detalhes saltam aos olhos, revelando como as partes humanas são bem modeladas. Para desenhar as mãos dessa maneira, precisei observar cada pequena parte novamente, buscando ser fiel. O desenho às cegas foi feito na hora de linhas simples e poucas curvas, mas apenas uma vez. O resultado claramente remete a uma mão, embora talvez tenha ficado menos a minha mão real e mais uma espécie de mão de Frankenstein.