Abrasileirando Hertzberger em Grupo
Meu
grupo foi formado por mim, Luísa Pacheco, Lívia Leitão, Maria Fernanda Cecílio,
Maísa Leite, Yuri Ferreira e foram feitas 3 imagens que considerou os conceitos
apresentados no livro Lições de Arquitetura de Hertzberger.
Primeiro,
são apresentados três prédios. O primeiro é o Hotel Grande Ouro Preto,
construído após 1930, no início da arquitetura moderna no Brasil. Ele faz amplo
uso de vidro, o que contribui para reduzir a sensação de peso da edificação,
tornando-a mais leve, além de permitir a entrada de luz natural e reforçar a
ideia de contato com o exterior. Em frente a ele, inseri uma escada para
representar a diversidade de usos que discutimos; por isso, incluí uma pessoa
lendo e crianças pulando corda. Ao lado, coloquei o cobogó, elemento brasileiro
que sugere simultaneamente esconder e revelar.
O
prédio seguinte é o MEC, reconhecido internacionalmente, projetado por uma
equipe de arquitetos brasileiros com a consultoria de Le Corbusier. Há
referências a esse edifício nos escritos de Hertzberger, importante arquiteto
modernista. O prédio apresenta vidro, proporções e estética consideradas
perfeitas por alguns arquitetos. Conta também com pilotis, que permitem
múltiplos usos do espaço, geram sombra e possibilitam a permanência das pessoas
no local.
O
terceiro prédio, localizado em Belo Horizonte, é um projeto de Niemeyer que,
novamente, segue a estética modernista, incorporando os mesmos elementos
presentes nos edifícios anteriores. Em seguida, temos o Mercado Central, que se
insere no capítulo da Equivalência, pois possui várias entradas, nenhuma se
sobrepondo às demais. Por fim, está o Mineirão, que atende a diversos usos,
como jogos, shows e socialização. Aos finais de semana, inclusive, o espaço é
utilizado para a compra e venda de carros.
Atrás do Mineirão encontra-se o Parque Ibirapuera, acompanhado de sua estrutura de concreto. Trata-se de um local que reúne pessoas de diferentes classes sociais convivendo simultaneamente. No edifício situado dentro do parque, há uma laje projetada que gera sombra e permite múltiplos usos, estimulando a interação social.
A cena representada na segunda imagem evidência o uso do espaço público, destacando como a arquitetura pode estimular diferentes formas de convivência. Os elementos presentes nos prédios, como os pilotis e as varandas, não se limitam a cumprir funções estruturais ou estéticas; eles se transformam em dispositivos que ampliam as possibilidades de apropriação do espaço. Os pilotis, por exemplo, ao elevarem o edifício, criam áreas sombreadas nos andares inferiores, que se tornam ambientes acolhedores e convidativos. Esses espaços, protegidos do sol e da chuva, favorecem a permanência das pessoas, funcionando como pontos de encontro, descanso e socialização.
As
varandas, por sua vez, além de estabelecerem uma relação direta entre interior
e exterior, contribuem para a criação de zonas de transição que enriquecem a
experiência urbana. Elas permitem que os moradores observem e interajam com o
movimento da rua, reforçando o caráter público do espaço e estimulando o
contato visual e social entre diferentes grupos. Assim, tanto os pilotis quanto
as varandas deixam de ser apenas elementos arquitetônicos e passam a
desempenhar um papel ativo na vida coletiva, oferecendo suporte para múltiplos
usos e interpretações.
À
esquerda, temos parte de uma igreja católica, que representa a primeira menção
aos conceitos de público e privado no slide. Trata-se de um paradoxo, pois é um
espaço que, dependendo do horário, pode ser de uso público ou de domínio
privado, como citado no livro.
Em
seguida, aparece um edifício utilizado como referência pelo autor: o Royal
Crescent. Ele está situado em uma rua curvada, assim como o original mostrado
no livro, medida que, segundo o autor, fomenta a convivência. Optamos por
destacar esse aspecto com a figura de um idoso sentado à sua sombra, uma
referência propriamente latina. O senhor sentado na escada também remete às
diferentes formas de uso que uma construção pode oferecer, no caso, as escadas
da igreja funcionam como um espaço de hospitalidade para os pedestres, atuando
como um “terceiro espaço” de convivência e socialização (referência ao capítulo
O espaço habitável entre as coisas).
Na
sequência, a rua ganha protagonismo, não pelos carros barulhentos, mas pela
avalanche cultural brasileira representada por diversas manifestações
populares, como a quadrilha, o carimbó, o cortejo do boi ou boi-bumbá e o frevo
(nessa ordem). Essas expressões retomam o espaço urbano como forma de
intervenção, em sintonia com o tópico abordado no livro: a rua como domínio
público, palco de revoluções e celebrações.
Por
fim, ao término da rua, encontra-se uma casa tipicamente maranhense, de grande
valor cultural por sua história e identidade. Esse exemplo reforça o conceito
defendido pelo autor de que a intervenção pessoal contribui para melhorar a
atmosfera da rua.



Comentários
Postar um comentário